sábado, 11 de fevereiro de 2012

Até o fim da viagem




Durante a vida nos tornamos especiais para pessoas especiais. Mesmo quando partimos, um pouco de nós sempre fica. E nossa presença se eterniza...


Durante os dias, em toda nossa vida, caminhamos sem saber o que virá pela frente. Podemos imaginar e planejar, mas jamais seremos capazes de determinar o dia de amanhã. Vivemos ante um mistério, um oculto presente em cada instante, uma ilusão ainda não materializada. Aí descobrimos que precisamos então aproveitar intensamente cada momento, cada minuto e cada dia. Durante o crescimento o erro é inevitável. Os acertos surgem após amadurecimento e muito soco levado. O sofrimento é uma constante, o choro, a dor, a lágrima contida, o sorriso desprendido e o abraço apertado. Aos poucos descobrimos as brincadeiras, a tristeza, a alegria, a amizade, a cumplicidade, a falsidade. Durante o caminho, esbarramos em pedras, mas muitas vezes em joias; pulamos obstáculos e desbravamos sonhos. Da vida então a gente ganha olhares, beijos, apertos de mão, palavras de carinho, um gesto de oi, um eu te amo.

Nessa viagem criamos expectativas, ansiamos desejos, sonhos, ilusões, adquirimos amizades, perdemos amizades, colecionamos amores, decepções, conquistas ou não colecionamos nada. A gente projeta os pés no vazio, sem saber onde pisar, viramos a página sem saber se é a última, nos deitamos para dormir sem imaginar como será o dia seguinte. Então continuamos, estudamos, batalhamos, lutamos por nossos ideais, colocamos em prática ideias, concretizamos sonhos e metas. Do nosso lado contamos com o apoio de familiares, de amigos, pessoas especiais que querem nosso bem, que se importam e emocionam e se felicitam juntamente conosco. A cada dia refletimos, amadurecemos mais e percebemos os reais valores da vida. Com muita alegria, a vida nos presenteia com lições que beneficiam nosso crescimento. Observamos que a verdadeira felicidade está muito perto do que nós imaginamos: dentro de nós.

A cada passo dado, a cada degrau vencido, notamos que ao nosso redor existem coisas boas, bonitas, lindas, que nos dão forças pra viver. Felizmente a gente segue construindo nossa vida da forma como queremos, nos tornando o que queremos ser, vivendo como achamos que deve ser. Destas experiências os olhos abrem mais, contemplamos a beleza da vida, da intensidade do sol, do mistério da noite. Entendemos então que a vida precisa ser vivida. É então, quando finalmente chega o momento em que tudo vem à nossa mente, de tudo que vivemos, o que passamos, os aprendizados adquiridos nos surgem como um reflexo do que escolhemos. Notamos que ao redor sempre há muitos e infinitos motivos para ser feliz. Notamos que a cada dia a gente se torna especial, importante, querido e amado por alguém.

Definitivamente a gente caminha de cabeça erguida, tendo a certeza de que tudo que vivemos e de todos os momentos felizes que passamos, ao lado de joias, estrelas e flores que são nossa família e nossos amigos, jamais serão esquecidos e que ficarão eternizados no nosso e no coração de todos. Que por sermos especiais, seremos sempre lembrados, estaremos firmados nos corações de pessoas amadas, mesmo depois que o último sopro chegar, que a viagem terminar...

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Texto originalmente escrito em 20 de julho de 2007, em homenagem às vítimas do vôo 3054 da TAM.





Aspas do Autor: Este texto foi escrito há quase cinco anos no meu antigo blog, e estive a relê-lo por estes dias. Me emocionei bastante, relembrando o triste episódio do acidente da TAM. Não sei se alguém lembra. Apesar do tom triste, decidi novamente compartilhar este texto que fiz (com uma leve revisão), justamente pela linda mensagem contida nele e por particularmente achar um dos textos mais bonitos que escrevi até hoje... No mais, as coisas andam bem. As férias me desacostumaram, mas estou voltando ao ritmo de pouco em pouco. Meu carinho à todos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sou humano




Sou pessoa de trato fácil, que evidencia no jeito sincero de ser a película mais verdadeira da alma. Sou pele cristalina que expõe bem a nuance da alma, os tons que colorem a tela do meu mais bonito quadro. Não sou de complicar, nem de tornar a vida e suas difíceis escolhas em obstáculos intransponíveis. Sou de medos, mas sou de coragem e de riscos. Sou de enfrentar escolhas e corredores nebulosos. Em meio a incertezas dou passos no escuro. E mesmo com receio, parto para encontrar a luz, os sinais que correspondem à felicidade. Na busca pelo sorriso, faço tudo o que está ao meu alcance. E só faço o que por inteiro meu coração quer. 

Sou pessoa que por vezes para, mas que constantemente segue o curso e vive os percalços, dá a cara à tapa na busca por encontros sinceros, amores completos e alegrias abundantes. Não sou de fugir, nem de me esconder, nem de me silenciar. Não fui feito para responder à vida com indiferença, nem esnobá-la. Sou de abraça-la, até mesmo com o corpo doendo, com a chuva a cair pelos meus olhos castanhos. Sou demais espontâneo e não tenho medo de errar. Faço tudo com uma sinceridade extrema. Não sei pôr malícia nos meus atos. Faço tudo com a melhor das intenções, dentro da ansiedade de querer o melhor, de oferecer o mais precioso. E só faço quando me dão margem. E diante das dores, luto desenfreadamente para não me deixar reprimir pelas quedas que eventualmente ocorre. 

Sou prático e por vezes objetivo. Não sou de meias verdades nem de contornar irrelevâncias para chegar até o ponto crítico. Meu coração não gosta de rodeios. O que sou, sou, o que quero, de fato quero. Não hesito em escolher, em sonhar, nem em denotar meus desejos e expor de verdade as luzes que fulguram o meu mais íntimo. Nem mudo o que um dia falei. Minhas palavras são lei, são reflexos plenos dos meus atos. O que digo está lacrado, sem volta. Sou humano e sofro. Sou meio aço, meio flor. Sou homem sensível que não sente vergonha em chorar, em demonstrar que tem limites e fraquezas. Mas sou homem perseverante que não desiste na primeira queda. 

Sou pessoa que não entende bem certos aspectos da vida, nem do comportamento das pessoas. Mas sou excepcionalmente aberto a tudo que vai além da minha compreensão. Não julgo o que é diferente, nem o que é indiferente ou semelhante a mim. Muito menos julgo eu mesmo. Vejo a vida com olhos condescendentes. Sou complacente e sorrio encanto mesmo com a alma marejando dor. Sou tranquilo e sou de ações próprias. Não sou influenciável, nem responder a atos hostis ou ofensas contra mim. Sou quem sou justamente por agir conforme meus valores e princípios me orientam. Acredito que isto é ser autêntico. Ajo conforme desejo que ajam comigo. Mesmo que nem sempre as pessoas ajam conforme espero... 

Posso ser de apanhar, de ser julgado, ser incompreendido e desrespeitado, mas não sou de tapas, nem de bater, muito menos de ofender ou desrespeitar. Se esperarem grito, há de receberem abraço; se esperarem ofensa, há de terem amor; se esperarem julgamento, só terão respeito. Não sou de apontar, mesmo que às vezes exista o que mirar. Sou humano tranquilo. Sou encanto, mas nem sempre. Sou de quebrar, mas também de me restaurar. Sou pura imperfeição, mas também puro amor. Sou dor, mas sou sabor de poesia a expirar pelos poros do corpo. Sou calor expelido de sorrisos sinceros, de olhares transparentes; sou constante amor doado por um coração inteiro, demasiado sincero, espontâneo... 

Sou humano, carente de sentimentos reais, de entregas verdadeiras e olhares complacentes, compreensíveis. Mas sou abundante de intenções amorosas, de sentires completos, de francos quereres, de abraços intensos. Sou apenas um frágil humano querendo franqueza, mais abraço, mais cumplicidade, respeito e consideração. Sou apenas alguém que quer um mínimo de atenção, um afeto verdadeiro, uma fala sincera, um sinal conclusivo. Não quero distraídas emoções, nem sensações distintas. Só quero a troca de um olhar, a palavra franca de um coração, o gesto de enlace ou de soltura. Quero ouvir a vida pulsar. Saber se ainda dá para viver e continuar. Mereço. Porque de tudo o que me fere, o que mais me mata é a indiferença... 

Perdoe-me vida, se hoje, recluso na solidão, as lágrimas descolorem um pouco o arco-íris da minha alma. Perdoe-me se hoje te peço mais compreensão. Perdoe-me se parece clichê dizer isso, mas é que nasci humano...





Aspas do Autor: Hoje dói. Mas a vida segue... E espero que por aqui ela continue colorida... Até um dia.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Meu sonho




Meu sonho é no momento te encontrar
Encontrar para o nosso amor poder firmar
Meu sonho é no momento te olhar
Olhar para o coração mais rápido pulsar

Meu sonho não é apenas estar com você
Mas com você o melhor da vida viver
Meu sonho não é apenas amar você
Mas amar você te dando muito prazer

Meu sonho é me envolver todo em ti
Em ti alastrar a ternura que há em mim
Meu sonho é me perder no teu frenesi
No frenesi de te amar, que logo há de vir

Meu sonho é dar-te todo o meu amor
Amor que irá te amparar com esplendor
Meu sonho é a tua pele eu transpor
Transpor em prazer pleno e avassalador

Meu sonho é inteiramente você
Você é inteiramente o meu querer
Meu sonho é para sempre te acolher
Acolher para a felicidade te prover 

Meu sonho é no momento te abraçar
Abraçar para o meu calor poder te dar
Meu sonho é simplesmente te alcançar
Alcançar para nunca mais me afastar

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Porque te amar é uma coisa linda. Me aguarde, que estou chegando...2012 é o nosso ano!





Aspas do Autor: Termino o ano com a poesia do meu amor, para que 2012 nasça no berço deste amor que hoje me conduz. Inicio um novo ano, cheio de esperança e com o sorriso no rosto, tendo a certeza de que a vida me reserva coisas boas pela frente.  Mas vou deixar o dia para quando for o dia. Deus encaminha. ELE sabe... Tudo se dará. Quero aqui também anunciar que entrarei de férias e ficarei um tempo sem aqui escrever. Preciso arejar a mente, renovar minha alma, revitalizar meus sonhos e firmar o meu amor. Mas eu volto. E melhor! Me aguardem! No mais, desejo a todos um feliz ano novo. Que seja intenso no amor, na alegria e com felicidade abundante. Até logo mais, se Deus quiser!

sábado, 24 de dezembro de 2011

A árvore de raiz mais forte




Enquanto caminhavam, o avô o seu netinho olhavam assustados para os estragos que a tempestade da noite passada tinha causado nas cercanias. Passeavam pelo bosque perto do campo e ali viram muitas árvores arrancadas com a força dos ventos. Umas bastante envergadas, seguradas por um pouco de raiz. Viram árvores jovens jogadas a metros e mesmo algumas antigas também foram destroçadas do solo. Poucas resistentes continuaram fincadas no chão, e maioria dessas árvores bem antigas. Poucas jovens permaneceram.

 – Vô, porque algumas árvores foram arrancadas e outras não? O garoto fazia a pergunta enquanto, assombrado, via a destruição no bosque. O avô, muito sorridente, passando a mão na cabeça do netinho, disse com carinho: – Com raiz fraca, não há árvore que resista a tempestades – dizia enquanto mostrava nas mãos uma pequena árvore, toda despedaçada e com as raízes bem finas. – Veja! O netinho viu curioso, a pequenina árvore toda destruída. Ela tinha raízes muito frágeis.

O avô então começou a lhe explicar mais sobre o acontecido ali. Enquanto mostrava-lhe as árvores menores arregaçadas no chão, dizia-lhe: – Veja meu filho, aquelas árvores menores não tiveram tempo de fortalecerem suas raízes. Não foram regadas a tempo de se fortalecerem ao solo. Eram jovens demais.

E depois, mostrou-lhe as árvores médias, que poderiam ter resistido, mas não conseguiram.
– Aquelas árvores quase adultas, deveriam ter resistido, mas não resistiram porque cresceram desordenadas, ou muito apressadas ou muito lentas. Provavelmente nasceram na estação errada ou foram mal regadas pelo tempo. Elas cresceram, mas sem força na raizdisse-lhe isso enquanto mostrava as raízes dessas árvores, bem fracas e desproporcionais ao tamanho da árvore. E completou: – Não basta que a árvore cresça para fora, é preciso que ela também cresça no solo, que se enraíze e fique firme. ­É necessária harmonia no crescimento. O garoto ouvia fascinado o seu avô, embora emocionado com a triste sorte de algumas árvores ali.

Caminharam por um bom tempo até chegarem próximos às poucas árvores resistentes. A maioria estava envergada, quase saindo do solo, mas permaneciam.
 – Estas, mesmo a ponto de serem arrancadas permaneceram, estas têm raízes fortes. Nasceram na época certa e foram regadas com harmonia pelo tempo e pela natureza. O garoto ouviu, mas ela fitou seus olhos em uma grande árvore, mais afastada e solitária, num campo e que permanecia intacta, com seus longos galhos. Era um carvalho de quase 35 metros. As folhas farfalhavam alegres e vívidas. Nem parecia ter sofrido uma tempestade. Parecia mais forte.

– E aquela árvore vô? Está perfeita! O avô então a viu. E sorriu. Aquele carvalho era uma das mais antigas. Tinha mais de cem anos. Era imensa e muito forte. Ele ficou uns minutos observando a beleza e a vida que corria naquele tronco de bonita envergadura. Suspirava ao olhar a doçura firme que nascia pelos galhos e se esparramava pelas folhas. Era uma árvore imponente sim.

– Ah! Aquela árvore tem raízes mais que fortes. São raízes inabaláveis. Ela além de ser forte de natureza, a vida e o tempo a regou com maestria. Cresceu de maneira ordenada e no período adequado, nem muito lento, nem apressado demais. Cresceu no tempo correto. E isto deu a ela, dia após dia, os nutrientes necessários para fortalecer, não apenas seu tronco e seus galhos, mas suas raízes, tão imensas quanto. Dizia com extrema doçura, enquanto envolvia o neto com um cafuné.

O garoto ouvia tudo atento e maravilhado. E então, após alguns minutos, perguntou ao seu avô:  – Que árvore imensa e bonita... Como ela se chama? E nisso ele puxou o avô para se aproximarem mais do imenso carvalho. O avô ficou pensando na pergunta do neto. Ficou a notar por alguns minutos o quanto ela, embora simples, era imponente, o quanto havia vida nas folhas e nos galhos e força na raiz. Atributos que o tempo e a própria natureza haviam lhe dado. Uma árvore que resistia a todas as intempéries. E mesmo após qualquer tempestade, seu caule se tornava mais robusto e suas raízes se aprofundavam mais ainda no solo. Sorriu com extrema brandura. A resposta era óbvia. E falou com firmeza, acariciando os ralos cabelos do neto:

– Aquela árvore, meu querido, se chama Amor!

 
Aspas do Autor: Que o amor seja assim na nossa vida, um sentimento bem regado, e que possa crescer com harmonia, na estação e no ritmo adequado. Que seja verdadeiro e como o carvalho, uma árvore de raiz firme e inabalável. Bem, a minha é. E fica mais forte após qualquer intempérie. E a sua é? Boas festas de fim de ano a todos. Fica aqui o meu sincero e precioso carinho.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Imaginar... Amar




Quando sonhamos, temos esperança.
E quando temos esperança, temos tudo.


  
Imaginamos e somos. Imaginamos e temos. Imaginar é se deixar conduzir por um rio que conflui na verdadeira vida. Sonhar não é mais que isso. E viver é o maior de todos os sonhos. Porque foi imaginado. É excelente exercitar esta magia em criar, em construir caminhos repletos de graça, cheios de adornos sublimes e cores vibrantes. Ao colorir as arestas da mente com nossos mais bonitos sonhos, desejos ternos e finais felizes, tudo fica diferente, tudo ganha um brilho a mais. Tudo acelera e tudo desacelera. O amor se recupera. Brota.

Imaginar é buscar. E quem busca torna real. Porque sonhar é andar de mãos dadas com a esperança. E a esperança preenche o âmago com um deslumbramento incomparável. A sensação é ímpar, porque nos dá tudo. Tudo fica ao alcance. Esperança é a companheira fiel da imaginação. Porque ela é a fada madrinha dos contos de fadas. O segredo da realização é a firmeza de vontade. Não somente, mas também na força do acreditar; na confiança que se espalha pelo salão mais profundo da alma. É como sustentar o espírito num eterno enamorar.

Imaginar é viver em dobro. É como pintar um quadro com as duas mãos. É viver em duas dimensões. É escrever em frente e verso ao mesmo tempo. É correr e não se cansar. Sonhar nos permite viver mais, nos faz atravessar uma película envolta em sensações exclusivas de caráter especial, singelo e altivo. É uma maneira doce de esparramar o corpo em ecos nobre de um amor divino, de sentimentos além, não decifráveis, mas encantadores, que enriquecem a vida.

Sonhar é construir castelos; é ser príncipe ou princesa; é voar ou respirar no fundo do mar. Sonhar é colorir o que nunca existiu; é dar vida ao inanimado; é ter a chave que abre um baú de tesouros. Imaginar tem este poder de tornar, de preencher, de dar vazão aos segredos guardados em caixinhas douradas. Imaginar é realizar. Porque tem querer, tem desejo, tem busca, nos dá uma luz pra guiar nossos passos até enlevos suntuosos, que tornam a vida mais concreta, mais coberta com contentamentos. Tem um poder gratificante, uma força capaz de dar leveza à alma e alastrar o sabor do amor no âmago.

Sonhar nos faz bem, porque acima de tudo é prazeroso. É delicioso imaginar uma série de acontecimentos envoltos a nós; rascunhar momentos e ocasiões para que se façam reais nos corredores da preciosa vida. Imaginar é um sustento ao amor, um sopro que revitaliza o oxigênio do corpo e da mente. É apenas um segredo sussurrado ao vento e deixado nas mãos do nada, para que seja abraçado pela cálida e bondosa energia mãe, o pulsar que permeia as linhas do ambiente ao redor. A vida dá o tom. Porque ela mesma a faz realizar. A faz nascer.

Sonhar é viver. Viver é sonhar. Imaginar é ter. E quando se tem, imagina. E existe. O querer faz a ponte, cria as peças do encaixe, dá os elementos para tornar possível. A firmeza em sonhar é que constrói, é o que une as peças de um quebra-cabeça que só existe na mente, e torna real o que antes era possibilidade. A força da imaginação é que torna a vida mais bela e legítima. É como sonhar em ganhar uma flor da sombra de alguém... E acontecer. É fazer amor fluir de lugares que poucos enxergam, de cantos não convencionais; é deixar escorrer o encanto no mais secreto de alguém; ou nas esquinas menos movimentadas; nos recantos mais miseráveis.

Sonhar é ter amor. E não há nada melhor para imaginar, senão o próprio amor. Tornar verdade é amar. E não há beleza em amar sem imaginar...

 



Aspas do Autor: Sonhar é um ingrediente que dá substância à vida. Desde que não sendo de forma intermitente, a imaginação precisa ser exercitada. E não há um alcance exato. Para quem sonha, o céu não é o limite (risos). Eu sonho. E tenho amor. Imagino o amor a aprendo a amar. Ao amar torno real o que sonho. Porque busco, persisto até o fim, pelos meus. Mais dia ou menos dia eu os realizo. Hoje vivo um bonito sonho... E desse não quero acordar mais (risos).